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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O tal do Eu te amo - Revista Época

Quantos filmes você já viu em que o homem tem dificuldades de dizer “eu te amo”? São muitos, mas vou dar dois exemplos. O primeiro é Ghost, clássico de 1990. Sam, o personagem de Patrick Swayze, nunca dizia a frase para a namorada, Moolly (Demi Moore). Sempre que ela dizia “eu te amo”, ele respondia algo como “idem” – o que a deixava profundamente chateada. O segundo, bem recente, é Cilada.com. Bruno, personagem de Bruno Mazzeo, também não se sente à vontade para se declarar para a amada, vivida por Fernanda Paes Leme. No fim, eles acabam dizendo – o primeiro, quando já tá morto. O segundo, quando vê que quase perdeu a moça e, mesmo assim, com uma dificuldade enorme. Certamente há outras comédias românticas com a mesma questão – e sempre assim: o mulher diz fácil e o cara fica constrangido. Só que…há cerca de uma semana, a Universidade da Pennsylvania, nos Estados Unidos, revelou um estudo do departamento de psicologia, segundo o qual os homens dizem “eu te amo” mais rápido do que as mulheres. Sur-pre-sa!
Esse post não é para discutir se é o estudo que está errado ou são os filmes. Minha ideia é discutir a importância do “eu te amo”. Tá. É importante. É bom de ouvir. É bom de dizer – quando é de verdade.
Mas, sinceramente, acho exagerado o peso que se dá a isso no universo dos relacionamentos. Não me lembro da primeira vez que disse “eu te amo” a alguém. E olha que tenho boa memória. Também não me lembro do primeiro que me disse. Me recordo, no entanto, de todas as vezes em que senti. E de todas as vezes que senti que sentiam por mim.
Mulheres sábias costumam repetir que mais vale o que um homem faz do que aquilo que ele diz. E acho que o “vice-versa” vale também. Palavras são mais fáceis de ser ditas do que atitudes tomadas.
Você concorda? Ou para você o tal do “eu te amo” é mesmo tão importante?

revista Época